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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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A NOVA MODA DAS PISCINAS BIOLÓGICAS

Mäyjo, 18.06.15

A nova moda das piscinas biológicas (com VÍDEO)

A região algarvia de Aljezur, bem perto da fronteira com o Alentejo, é uma das mais mencionadas no Economia Verde e Green Savers. E a razão é sobejamente conhecida: trata-se de um dos mais sustentáveis concelhos de Portugal, onde a criatividade parece não ter fim e há sempre um lugar para construir uma vida nova.

Foi também em Aljezur que a arquitecta paisagista alemã Claudia Schwarzer e o seu marido, o biólogo Udo, se instalaram nos anos 90. O casal aproveitou os novos ventos ecológicos que então sopravam em Portugal para fundar a Bio Piscinas, uma empresa de sistemas ecológicos de tratamento de água que, em 1995, lançou o produto que lhe dá o nome, a piscina biológica,

Uma piscina biológica é um lago de banho artificial, impermeabilizado com uma tela plástica e composto por uma zona destinada ao banho e outra à depuração de água por processos biológicos e mecânicos. Ou seja, pode servir para natação ou fins ornamentais e de lazer, mantendo sempre um aspecto visual natural – a depuração da água é executada, também, graças às espécies aquáticas nela instaladas.

“Se alguém quer tomar banho pode fazê-lo numa água totalmente artificializada através do cloro, ou pode optar em ir para um sítio como o mar, uma praia fluvial ou piscina biológica”, explicou ao Economia Verde o fundador da empresa, Udo Schwarzer. “A piscina biológica insere-se mais nos sítios naturais do que nos locais artificializados com azulejos e químicos, que matam toda [a biodiversidade]”, continuou.

Ao contrário das piscinas tradicionais, as biológicas criam condições para quem a natureza se instale – essa é a tarefa assumida por este casal de alemães. Na sede da empresa, em Aljezur, os Schwarzer têm um lago-laboratório com espécies raras e outras que usam nos projectos.

“Nunca introduzimos quaisquer espécies de animais numa piscina biológica, elas vêm ou não. Apenas transportamos as plantas que produzimos nos nossos viveiros, e estas nunca são exóticas”, confirmou.

No viveiro da empresa há 150 espécies de plantas – serão elas e os animais que ajudam a manter a limpeza da água sem necessidade de produtos químicos. “O tratamento da água é feito pela natureza, não temos de fazer nada para ela se manter transparente. Em termos de manutenção temos de fazer limpeza: na zona de natação caem poeiras e folhas, por isso temos de limpar com alguma frequência”, explicou Claudia.

A Bio Piscinas já construiu 170 piscinas naturais, em Portugal, desde 1995, sobretudo para casas particulares. Nos últimos tempos, porém, tem crescido o interesse dos empreendimentos turísticos por este tipo de solução. Estes números colocam Portugal como um dos maiores adeptos das piscinas biológicas na Europa, como pode ver no episódio 265 do Economia Verde.

Projecto português vai reutilizar vides em papel, produtos locais e electricidade (com VÍDEO)

Mäyjo, 08.09.14

Em tempo de vindimas aqui fica uma curiusidade sobre as vides.

Projecto português vai reutilizar vides em papel, produtos locais e electricidade (com VÍDEO)

 

Costuma dizer-se que até ao lavar dos cestos é vindima, mas o investigador Pedro Teixeira não é da mesma opinião. Para ele, a vindima estende-se no tempo – só assim se consegue aproveitar o seu desperdício. As vides, por exemplo.

Pedro é o fundador do projecto Da Vide, que transforma as vides – normalmente queimadas – em papel, aglomerado de fibras e produtos ligados à economia e ambiente local. Segundo o Economia Verde, Pedro Teixeira mudou-se para a Régua e montou um pequeno laboratório de trabalho – ajudado por produtores locais, que lhe forneceram as vides.

 

“Quando o vi pela primeira vez fiquei entusiasmadíssimo”, contou Ilídio Rodrigues, produtor de vinho da Régua, ao Economia Verde. “O Pedro esteve entre oito a quinze dias, na minha propriedade, a recolher vides. Levou uma grande quantidade”, continuou o produtor, que normalmente costuma queimar as vides ou, em alternativa, pagar a outra pessoa para fazer o serviço.

 

Segundo Pedro Teixeira, a implementação deste projecto no sector vitivinícola nacional poderia retirar da atmosfera cerca de um milhão de toneladas de CO2. O projecto Da Vide é 100% sustentável, não utilizando nenhum produto químico. “Não leva nenhum composto que não pertença já às vides. Isso garante um produto natural e biodegradável”, explicou Pedro Teixeira.

 

O próximo passo é criar uma unidade de produção de electricidade e levar o projecto para os vinhos do Douro. “Podemos ter um ciclo fechado, um produto total, desde a caixa [do vinho] ao que está lá dentro: tudo feito, apenas, com os recursos da vinha. Com o papel em fibra de vidro podemos fazer as caixas de cartão e os rótulos das embalagens; com a madeira podemos fazer as caixas de madeira; e com uma espécie de cortiça, que também podemos fazer, [fabricamos] as rolhas; as garrafas [podem ser construídas] a partir de um bioplástico”, frisou o investigador.

 

De acordo com Pedro Teixeira, até as pipas podem ser feitas a partir da vide, num conceito chamado super-madeira. Siga o projecto Da Vide no Facebook.

 

Em Portugal, as 90 mil toneladas de vide podem ser transformadas em mil toneladas de papel, concluiu o investigador. Veja como no episódio 176 do Economia Verde.